sábado, 21 de julho de 2012

EPIs E A ÁREA DE CONSTRUÇÃO CIVIL


INTRODUÇÃO
A utilização de equipamentos de proteção individual na construção civil é de extrema importância pelos vários riscos que o trabalhador está exposto em uma obra.
Neste ramo de atividade, quando o empregado não utiliza os EPIs, é observada alta incidência de acidentes graves que muitas vezes causam incapacidade permanente para o trabalho, além de custos de tratamento médico mais elevados devido à gravidade dos ferimentos e/ou doença.
Aqui, listaremos alguns dos principais EPIs utilizados na construção civil bem como alguns preços para que o leitor tenha noção do custo destes.

A IMPORTÂNCIA DOS EPI’S
A Construção Civil é responsável por muitos acidentes no trabalho, pois exige que seus funcionários se exponham a fatores de risco, como calor, altura, ruídos e esforços repetitivos.
O empregador deve estar predisposto a disponibilizar informações de práticas de segurança nas construções através de exposições orais ou visuais, como DDS, reuniões, cartazes, revistas. É através destas informações que o empregado conhecerá medidas preventivas contra acidentes no canteiro de obras. É importante lembrar que a falta de cuidado de um empregado pode ocasionar danos a si próprio e aos seus companheiros de trabalho fato que nos alerta mais intensamente para a realização de treinamentos de prevenção de acidentes.
Existem pesquisas que apontam a desatenção do trabalhador como o principal motivo dos acidentes, então, estar devidamente protegido pelos equipamentos de proteção, em qualquer momento dentro de um canteiro de obras, é essencial na prevenção de acidentes que possam ser ocasionados por si e também por algum companheiro desatento.
A prática de segurança deve ser realizada em todas as etapas da obra, evitando assim acidentes com o impacto de objetos, quedas, perda de audição por ruídos, lesões por produtos químicos, infecções biológicos e desestabilidade do organismo por aspectos ergonômicos incorretos.
Os principais equipamentos que devem ser utilizados pelos profissionais da construção civil são:
  1. Capacete: proteção contra impacto no crânio;
  2. Óculos: proteção para os olhos;
  3. Abafador auricular: proteção para o ouvido;
  4. Mascará para proteção contra pó da obra e químico(respirador): proteção para as vias respiratórias;
  5. Luvas de couro ou de plástico: proteção contra material corrosivo ou toxico e contra materiais que possam provocar cortes;
  6. Botas ou botinas: proteção contra produtos químicos, materiais perfurantes e impactos;
  7. Cinto de segurança: proteção contra queda;
  8. Colete refletivo: Proporciona segurança e proteção a pessoas responsáveis na execução de serviços externos e pode ser usado tanto de dia como a noite.
O ministério do trabalho aplica multas para as empresas que não disponibilizarem EPIs aos seus funcionários. Caso ocorra acidente, se provado que a empresa foi responsável, esta pode até ser obrigada a indenizar o funcionário e/ou familiares com altos valores monetários.
EPI – FORNECEDOR – PREÇO
  Atualmente existem várias lojas tanto físicas como virtuais que comercializam equipamentos de proteção, veremos a seguir uma tabela com algumas lojas virtuais e os respectivos preços por EPI.

CAPACETE (M.S.A)
BOTA (BRACOL)
LUVA (Marfe)
ÓCULOS (3M)
RESPIRADOR (3M)
ABAF. AURIC.
(3M)
CINTO
DE SEG.
(Hércules)
COLETE REFLET.
(Hércules)
A
R$ 58,00
R$ 57,40
R$ 8,95
R$ 40,00
R$ 16,60
R$ 25,80
R$ 30,00
R$ 29,90
B
R$ 32,80
R$ 29,75
R$ 6,25
R$ 44,50
R$ 22,70
R$ 18,85
R$ 24,70
R$ 19,75
C
R$ 19,90
R$ 35,00
R$ 9,90
R$ 29,90
R$ 12,20
R$ 23,50
R$ 38,90
R$ 17,00

CONCLUSÃO
            Os equipamentos de proteção contra acidentes podem ser encontrados com facilidade devido à grande exigência do ministério do trabalho junto às empresas, este fato fez com que os equipamentos de proteção viessem a apresentar preços mais acessíveis diminuindo os custos para o empregador, que, sempre vêem o investimento em segurança do trabalho como um gasto, mas nós, Técnicos em segurança do trabalho, sabemos que este é um mito e que “é mais barato prevenir a que remediar”.

REFERÊNCIAS
www.jmcprl.net/PRESENTACIONES/EPI%20e%20EPC.ppt

terça-feira, 20 de março de 2012

PREVENÇÃO DE ACIDENTES - LABORATÓRIO DE SOLDAGEM (ETEMB)


 PREVENÇÃO DE ACIDENTES - LABORATÓRIO DE SOLDAGEM (ETEMB)

O presente trabalho tem como objetivo desenvolver um programa de prevenção voltado ao controle dos riscos encontrados no laboratório de mecânica, no processo de soldagem, usando para isso o ciclo PDCA e os 5S’s.
           
            Ao elaborarmos esse trabalho, levando em consideração que ele é destinado ao curso de mecânica, sentiu-se a necessidade de no primeiro momento, destacarmos o papel do técnico em segurança do trabalho em qualquer atividade profissional, para evidenciarmos assim, o interesse ao referido tema.

O técnico em Segurança do Trabalho é o profissional preparado para o desenvolvimento de ações destinadas à proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores, seja através da aplicação das normas regulamentadoras, por meio da implantação de programas que visem eliminar as condições inseguras do ambiente de trabalho ou ainda instruindo-os sobre a adoção de práticas prevencionistas a fim de evitar acidentes de trabalho.

Desse modo, podemos ressaltar que não é papel do técnico em segurança ensinar ninguém a soldar, mas sim aplicar seus conhecimentos aos colaboradores, seja através de técnicas ou ações educativas para que o processo de soldagem seja feito de forma segura sem causar acidentes ou doenças ocupacionais, visto que estes ainda incidem nas estatísticas como causas de mortes.

Na área da mecânica, trabalhos de corte e soldas são realizados com muita freqüência, sendo que estas operações representam 7% das ocorrências de incêndios em ambientes industriais, além de um elevado número em outros locais. Para realizar estes trabalhos com um nível de segurança aceitável é necessário conhecer os perigos existentes, bem como as precauções que devem ser tomadas para evitar acidentes.
           
            Mediante essas considerações é que procuramos desenvolver um programa mais adequado para minimizar e controlar os riscos presentes nesse processo, visto que não há atividades com risco zero, usando para isso, o Ciclo PDCA e os 5s que é uma filosofia voltada para a mobilização dos colaboradores, através da implementação de mudanças no ambiente de trabalho, incluindo a eliminação de desperdícios, arrumação de salas e limpeza.

 
Soldagem
   O que é soldagem?
É o processo de união de materiais usado para obter a coalescência (união) localizada de metais e não-metais, produzida por aquecimento até uma temperatura adequada, com ou sem a utilização de pressão e/ou material de adição.

·         Técnicas de soldagem:
1)    MMA ou SMAW Soldagem Manual com Eletrodo Revestido:
É o processo de soldagem mais utilizado. É o processo onde se utiliza um eletrodo consumível revestido com um fluxo para efetuar a solda. Uma corrente elétrica fornecida por equipamento de soldagem apropriado, forma um arco elétrico entre o eletrodo consumível e a peça metálica, promovendo a união das partes.

2)    FCAW Soldagem por Arame Tubular:
  É um processo bastante utilizado na indústria. A produtividade é elevada e o soldador não tem que interromper o trabalho para a troca de eletrodo. Uma desvantagem é a elevada taxa de geração de fumos.

3)    Soldagem MIG/MAG:
      O processo MIG/MAG é adequado para soldagem de chapas finas e de materiais similares.

 MIG é o processo onde a poça de fusão é protegida por um fluxo de gás inerte (normalmente Argônio). O eletrodo em forma de arame sólido é alimentado continuamente com o gás de proteção que, na presença de uma corrente elétrica, forma um arco plasma que conduz o metal fundido até a poça de fusão.

No caso do MAG utiliza-se um gás ativo que reage parcialmente com o metal depositado proporcionando características específicas ao cordão de solda.

4)    Soldagem TIG:
O processo de solda TIG, assim como o processo MIG, utiliza um gás inerte para a proteção da poça de fusão dos efeitos deletérios do ar.                 Diferentemente do MIG, porém, no processo TIG o eletrodo utilizado é de tungstênio e não se consome no processo.

5)    Soldagem a Plasma:
Na soldagem a plasma o arco é gerado entre um eletrodo não consumível (normalmente tungstênio) e a peça. A ponta do eletrodo, entretanto, fica posicionada no interior da tocha e o “gás plasma” (não o gás de proteção) é forçado para fora do bico por um pequeno orifício. O arco fica assim constrito pelo fluxo de plasma propiciando uma alta energia com correntes relativamente baixas.

6)    Soldagem, Transferência de Metal Frio:
O processo é relativamente recente. Ele permite que a soldagem seja realizada em temperaturas relativamente baixas da peça. O processo se baseia em uma transferência de metal através de curtos-circuitos controlados, que sistematicamente descontinuam o arco.


·         Alguns Riscos a que os soldadores estão expostos

Riscos Físicos:
Radiações e Calor Excessivo.

Riscos Químicos:
Fumos, Gases e Vapores.

Risco de Acidente ou Mecânico:
Choque Elétrico, Queda, Probabilidade de Incêndio ou Explosão.

Risco Ergonômico:
Iluminação Inadequada, Arranjo Físico Inadequado, Esforço Físico Intenso e postura Inadequada.


Ciclo PDCA
·         O que é?
O ciclo PDCA. É um método gerencial de tomada de decisão que pretende, como um de seus principais objetivos, garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência e crescimento das organizações.
Contém quatro etapas bem definidas.

·         As etapas do P.D.C.A. podem ser assim descritas:

1-    Planejar (Plan)

Nesta primeira etapa do ciclo são estabelecidas as metas e os métodos que serão usados para alcançá-las.

     2- Executar (Do)
Com base em tudo que foi planejado anteriormente agora é colocado em prática. Os dados são coletados para análise, tratados e utilizados na etapa seguinte para verificação da performance do processo. Para isto são fundamentais a educação, treinamento, motivação e o comprometimento das pessoas envolvidas no processo.

     3- Verificar (Check)
        É a análise ou verificação dos resultados alcançados e dados coletados. Ela pode ocorrer concomitantemente com a realização do plano quando se verifica se o trabalho está sendo feito da forma devida. Nesta fase podem ser detectados erros ou falhas.


      4- Agir (Action)
 É a realização das ações corretivas, ou seja, a correção da falhas encontradas no passo anterior. Após realizada a investigação das causas das falhas ou desvios no processo, deve-se repetir, ou aplicar o ciclo PDCA para corrigir as falhas (através do mesmo modelo, planejar as ações, fazer, checar e corrigir) de forma a melhorar cada vez mais o sistema e o método de trabalho.

Sendo o Ciclo PDCA um método de gestão, que representa o caminho a ser seguido para que as metas estabelecidas possam ser atingidas. Na utilização do método poderá ser preciso empregar várias ferramentas para a coleta, o processamento e a disposição das informações necessárias à condução das etapas do PDCA. Estas ferramentas serão denominadas ferramentas da qualidade. Entre as ferramentas da qualidade, as técnicas estatísticas são de especial importância.

A meta é alcançada por meio do método PDCA Quanto mais informações (fatos e dados, conhecimentos) forem agregadas ao método, maiores serão as chances de alcance da meta.



Ferramenta “5S”
O 5S surgiu no Japão depois que esse pais foi dizimado pela pior de todas as divergências ocorridas na humanidade, a segunda grande guerra mundial dando uma introdução como forma de processo administrativo nesse país no início dos anos 1950. Na indústria, seus principais papéis são: liberar áreas, evitar desperdícios, melhorar relacionamentos, facilitar as atividades e localização de recursos disponíveis. Trata-se de uma sigla formada pelas iniciais de cinco palavras japonesas. No Brasil, alguns “S”  foram traduzidos usando palavras variadas. Com isso, o 5S gerou resultados diferentes de um local para outro. É ocorre uma tradução adequada para cada lugar onde esse recurso for aplicado, não usando expressões exclusivas do meio empresarial.

Observando os métodos de gestão e o potencial das pessoas em variados ambientes, sentimos que, devidamente entendido e apresentado, o 5S pode ser praticado por qualquer pessoa, em qualquer circunstância e em qualquer área de trabalho. Com isso, o 5S que praticamos hoje é mais humano do que quando começou a ser divulgado no Brasil, nos anos 1980. Seus princípios são semelhantes aos princípios da vida, pois não apenas objetiva visualizar um processo de bem estar nas instituições a qual esse for introduzido e sim, busca uma melhoria contínua (KAIZEM) dentro da instituição que o mesmo for incluído como processo de melhoria, isso abrange, tanto instituição quanto aqueles que fazem parte da mão de obra desta.

As etapas do  “5S” São :

·         Seiri (Senso de Utilização)
Ter senso de utilização é identificar materiais, equipamentos, ferramentas, utensílios, informações e dados necessários e desnecessários, descartando ou dando a devida destinação àquilo considerado desnecessário ao exercício das atividades.

·         Seiton (Senso de Ordenação)
Baseia-se em estabelecer um lugar para cada material, identificando e organizando cada um conforme a freqüência do uso. Deixando no ambiente próximo ao colaborador somente o material necessário.

·         Seisou (Senso de limpeza)
Manter sempre limpo o local de trabalho ou qualquer outro lugar, com tudo em ordem e somente com o necessário, para que a sujeira não atrapalhe a produtividade nem provoque má qualidade na produção.

·         Seiketsu (senso de saúde)
Criar condições favoráveis à saúde física e mental, garantir ambiente não agressivo e livre de agentes poluentes, manter boas condições sanitárias nas áreas comuns (lavatórios,banheiros, cozinha, restaurante etc.), zelar pela higiene pessoal.

·         Shitsuke (Senso de autodisciplina)
E desenvolver o hábito de observar e seguir normas, regras,procedimentos, atender especificações, sejam elas escritas ou informais. Este hábito é o resultado do exercício da força mental, moral e física. 


Proposta de um Cronograma de Ações

Objetivando a Prevenção de acidentes no laboratório de soldagem foi proposto um plano de ação contendo importantes atividades.
Podemos visualizar as ações de forma organizada no cronograma a seguir:
CRONOGRAMA DE AÇÕES

AÇÕES
SETOR
MÊS




       Implantação de uma comissão de segurança (eleição, posse).
      1ª reunião da comissão de segurança.
       Articulação motivacional em prol da aplicação dos  5S’s.
COORDENADOR DO CURSO/ALUNOS/PROFESSOR DA DISCIPLINA


2


       Aplicação dos 5S’s (limpeza, organização do laboratório)
       Implantar sinalização de segurança (equipamentos e máquinas sem condições de uso).
       Solicitação de manutenção e/ou aquisição de novos equipamentos.
       Solicitação de sistema de Prevenção e combate a incêndios, sistema de exaustão, sistema de iluminação adequado, Epi’s e EPC’s.
ALUNOS/COORDENAÇÃO DO CURSO
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4


       Treinamentos: Primeiros Socorros, segurança na soldagem.
PROFESSOR DE HST
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       Instalação dos novos equipamentos, sistema de PCI, Exaustores.
PROFISSIONAIS QUALIFICADOS
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       Executar inspeção de segurança.
       Implantar Sinalização de segurança.
 ALUNOS/PROFESSOR DA DISCIPLINA
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       Elaboração de IAP’s com foco em segurança da soldagem.
PROFESSOR DA DISCIPLINA/ PROFESSOR DE HST
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       Inicio da aulas práticas de soldagem.
PROFESSOR/ALUNOS
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Considerações Finais

Sabe-se, portanto que a operação de soldagem na área de mecânica requer uma atenção especial por parte da segurança do operador ao executar tarefas predestinadas, cujos soldadores estão expostos a vários tipos de riscos prejudiciais a saúde, como: fumos metálicos, gases e vapores, radiações, riscos químicos, riscos físicos e doenças ocupacionais.

Utilizando o sistema do PDCA, inserindo neste os 5S como melhoria contínua amenizará tais riscos, pois foi observado no laboratório de soldagem falta de organização; de higiene; de utilização entre outros fatores que contribuem para o aumento da falta de segurança no local. Onde se deve ter autodisciplina e principalmente conscientização por parte de todos os colaboradores em relação a preservação da saúde no ambiente laboral.

É importante que se utilize de maneira correta o Equipamento de Proteção Individual (EPI), cujo laboratório em questão não disponibiliza materiais para segurança do operador, deixando-o vulnerável. Portanto, deve-se fazer uma inspeção com frequência no local, para promoção de métodos de ação e a partir dai trabalhar a motivação para conscientizar os colaboradores a utilizarem os 5S como método de prevenção para que haja o bem estar de todos, gerando assim, qualidade total no ambiente de trabalho.



Referências

[1]        Ferreira, Giovana Carneiro. Riscos para a saúde dos                      trabalhadores em uma usina de concreto. Universidade Federal de Mato Grosso. Janeiro/2010.
[2]        Gerencia de Saúde e Prevenção. Cronograma de ações SESMT. Secretaria da Fazenda de Goiás.
[3]        ITSEMAP do Brasil, Guia de segurança. Revista 7, soldagem.
[4]        Soluções NEDERMAN, Soluções em soldagem.